sábado, 7 de abril de 2018

terça-feira, 3 de abril de 2018

Conheça nossa cozinha #73 - Quadrinhos experimentais

Você precisa saber desenhar para fazer quadrinhos?
Se você quer chamar atenção dos leitores, sim.
E não digo desenhar no sentido de ter uma anatomia hyper realista, fazer pinturas estilo cartas de magic ou league of legends, mas sim saber representar suas idéias de uma graficamente interessante.
Afinal existem quadrinhos que são feitos só com balões, o instagram está cheio de tirinhas de bonecos de palitos e memes, mas todos conseguem comunicar uma ideia que é o objetivo central na contação de uma história. 
Todo o resto, texto, desenho, cor, são ferramentas que ajudam a transmitir essa ideia.
Claro que já existem inúmeros padrões pré estabelecidos como o passar dos anos na linguagem dos quadrinhos e dos quais podemos (e devemos) usar e abusar, mas nem só de quadrinhos vive um autor de quadrinhos. A tendencia é que um autor que só lê e consome quadrinhos tenda a repetir histórias que já existem, principalmente se ele consome só um gênero especifico.
Então porque não se aventurar em outras areas que não o quadrinho?
O cara do vida de suporte mesmo faz quadrinhos sobre o dia a dia de técnicos de informática porque ele conhece o assunto. O quadrinho do Salto do Rapha Pinheiro tem até trilha sonora porque ele é músico. Não são quadrinhos sobre quadrinistas, para quadrinistas como vemos muito e que eu já fiz inclusive. 
O que a gente conta nas histórias acontece fora delas, seja por vivência ou pesquisa que fazemos quando nos afastamos da prancheta.
Nessas horas que não estou fazendo quadrinhos consumo coisas das mais variadas e uma delas são os curtas de um dos meus cineastas favoritos que é o Normam Mclaren, que é um cineasta canadense que fez filmes experimentais indo na contramão do cinema de massa, como pro exemplo o primeiro filme feito sem câmera, no qual ele desenhou a animação diretamente na película de filme.
Não é algo do agrado de todo mundo, porque a primeira vista é algo bem abstrato onde ele anima imagens, pontinhos no ritimo da trilha sonora, resumidamente é um tipo de filme muito peculiar (Assistam aqui).
E inspirado nessa linguagem gráfica desenvolvi tiras experimentais usando linhas, formas e cores unidas para expressar minhas ideias acerca de um tema, que no caso é inclusão social (uma visão um tanto pessimista confesso, mas bem próximo da realidade a meu ver). 

Eis as tiras:





A intenção era fazer desenho sem desenhar e para isso recorri os conceitos mais simples do desenho, se consegui ou não tirem suas conclusões, mas gostei do processo porque me forçou a pensar simples. Porque mesmo desenhos putamente complexos na sua essência são simples, eles partem de formas, linhas, manchas o que tudo junto gera significado.
O desenho é só um jeito de fazer quadrinhos, pode-se fazer quadrinhos usando 3d, fotos, colagem, somente texto, apesar de muitos acharem questionável se isso são quadrinhos, acredito que isso são outras formas de fazer quadrinhos e que precisamos conhece-las e se possivel experimenta-las para sair do comum e descobrir algo novo, ou falhar miseravelmente o que também é possivel, mas não é ruim.

sábado, 24 de março de 2018

sexta-feira, 16 de março de 2018