quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Elias e Eu #8


sábado, 11 de novembro de 2017

Conheça nossa cozinha #69 - Dos quadrinhos ao palco

 Sempre que vejo a cena do filme ante herói americano em que o Harvey fala sobre como é esquisito ver uma peça de teatro sobre sua vida fico imaginando naquela situação.
 E nesse ano que já está chegando ao fim passei por um processo que não tem muito a ver com isso, mas arremete ao que tenho a dizer.
 Além de quadrinhos eu me aventuro um pouco na literatura e nisso entrei em um grupo de literatura onde produzimos textos e comentamos sobre.
 Para o meu processo narrativo de quadrinhos essa experiência só acrescentou, pois, a narrativa literária por não estar presa ao desenho permite que a gente conte histórias de outras formas, use metáforas, enfim é uma outra linguagem, que mesmo parente do quadrinho tem suas particularidades, principalmente narrativas, porque o
tempo narrativo de um quadrinho e de um livro são muito diferentes. Acho que o livro permite um tempo narrativo bem mais lento do que o quadrinho que tem que sempre criar pontos de interesse para manter o leitor no curso e não deixar com ele largue a leitura pelo meio.
 Livros se dão a liberdade de darem voltas absurdas fora da história principal para abordar outros aspectos daquele microcosmos em que os personagens existem. Pode ser uma questão de estilo da mídia ou costume dos leitores que estão habituados a leituras mais fluidas do que as voltas que um romance literário dá.
 Calma, tem espaço para todo mundo.
 Quadrinhos cheios de informação e complexidade, bem como livros mais leves e com histórias mais fluidas e sem muito rodeio.
 Mas como eu dizia me juntei a um coletivo literário. Coletivo esse que culminou (porra hoje só me vem essas palavras difíceis na mente...) em uma peça de teatro. Outra experiência que só tende a enriquecer meu trabalho como quadrinista.
 Explico.
 Uma tendência que eu vejo em quem escreve é o uso da linguagem formal, culta, bonita, cheia de metáforas e referencias cultas, ou seja, uma linguagem muito diferente daquela que a gente fala no dia a dia. Uma chatice. Apesar de que ninguém merece ler um quadrinho escrito inteiro em miguxes, cheios de XD e com erros de português grosseiros, há menos que o personagem fale “elado” ou o autor faça isso de forma proposital.
 Uma coisa que eu aprendi no design, é que temos que saber conversar com o público. Coisa que vi na prática convertendo um texto literário para um texto dramatúrgico de palco, praticamente como a gente faz com quadrinhos.
 O texto em questão é um monologo sobre uma barata, o que pode parecer imbecil à primeira vista. Porém a barata é um assunto universal. Seja nojo, pavor, todos tem algo a dizer sobre baratas. Esse texto lido tem um tempo narrativo diferente dele sendo representado, pois são transmitidos ao expectador de formas diferentes.
 Trabalhando com essas duas formas de contar uma mesma história (texto e atuação) vi como o quadrinho que está no meio é uma mídia complexa, pois o quadrinho bem como o teatro transforma informação visual em “texto”.
 Expressões, gestos, figurinos, são formas de texto, mesmo que não escritos eles têm a mesma função, passar informação.
 Por isso acho essencial para quem faz quadrinhos entender um pouco mais de atuação, bem como de escrita, cinema e não só focar no desenho. Ok, não digo a todos que virem atores, mas é muito comum animadores terem aulas de atuação para melhorar a atuação dos personagens que eles dão vida. E para quadrinistas a opção também é válida. Bem como aprender outras tantas coisas variadas que sempre vão agregar repertório a nossas obras, afinal já chega de quadrinhos sobre um cara que quer ser quadrinista e desenha e tal... Não me olha com essa cara. Eu já fiz, e sei que você também já.
 Um bom exemplo de quebra desse padrão é a HQ Seconds (Repeteco) que é um quadrinho sobre uma chefe de restaurante.

 Nesse quadrinho o autor (Bryan Lee O'Malley, o mesmo de Soctt Pilgrin contra o mundo) teve que sair da zona de conforto e aprender sobre comida, restaurante, etc... Por isso digo que aprender a fazer um bolo, trocar um pneu, ir em uma balada, ou como eu meter a cara no palco e dar uma de ator é ótimo para agregarmos coisas e enriquecermos nossas histórias, o que é bom.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Elias e Eu #7



 Ultimamente essa tem sido a minha série favorita, principalmente por ser mentirosamente biográfica.

 Ali em cima clica em séries,  tem muito coisa legal pra ler aqui na faixa.

RG

domingo, 5 de novembro de 2017

17b - parte 9

Parte 8 AQUI

Parte 10 em breve