terça-feira, 17 de julho de 2018

5 anos


 Acendam as velinhas e catem parabéns porque hoje tem bolo.
 A bardaria do moderno esse blog lindo cheiroso e quadrinistico está ficando mais velho. Apesar de ultimamente estar abandonando o blog e migrando para o tapas, sempre tenho esse meio de ano como uma data especial para os quadrinhos, pois além do aniversário do blog que marca minha entrada para o mundo das webcomics, meus projetos mais significativos datam dessa época do ano como 17b (que comecei em junho do ano passado).
 Esse ano foi um ano ótimo para minha jornada pelo mundo dos quadrinhos, completei minha primeira novel (17b) lancei quadrinho impresso novo (elias e eu), depois de um bom tempo voltei a frequentar eventos de quadrinho e finalmente aprendi a desenhar feito gente durante o inktober (é só acompanhar no instagram), mas não pense que isso foi coisa de um ano, esse ano foi apenas um ano de colheita do que venho plantando desde 2013 e que agora está rendendo frutos. Arte é um processo lento.
 Voltando aos grandes acontecimentos, começando com inktober de 2017.
 Eu particularmente tinha richa com esse evento por conta dos 500 mil pseudo desenhistas que aparecem do nada em outubro e voltam para onde vieram em novembro, ou seja, o nada. Mas quando entendi que o lance do inktober é um desafio pessoal e não um forma de se aparecer (embora eu queria ficar famosinho do dia pra noite como acontece com uma meia dúzia #invejinha) abracei a idéia. E não só no fim dos 31 dias de desafio (que foram um inferno), mas durante o inktober vi minhas skills de desenho evoluindo significativamente o que me deixou satisfeitíssimo por ter encarado essa bucha que nesse ano tentarei encarar de novo.
 O segundo acontecimento foi Elias e eu, uma tira que eu criei de modo totalmente despretensioso a partir de uns rascunhos antigos da falecida série “mimtirinhas” em que eu me coloco como protagonista.
 Nas primeiras mimtirinhas eu sempre me coloquei como personagem em monólogos e queria outro personagem para interagir, começo ia ser uma linda garota para ficar como aquelas tirinhas de casais que tem a rodo no insta, mas a idéia não vingou. Então pensei que seria legal colocar um gato, como nas tiras de caras estranhos, que desenham e tem um gato.
 Mas ia ficar muito clichê.
 Até que vendo um episódio do planeta sobre pinguins pelo mundo não resisti em adotar (nos quadrinhos) um pinguim de Magalhães chamado Elias que me rendeu boas tiras e que se tornaram um gibi chamado Elias e eu. Que eu fiz meio que na doida durante a produção de 17b pra matar minha vontade de criar algo novo, afinal 17b já estava me saturando nessa altura pois já estava há 6 meses nessa mesma história.
 E agora o mais importante de todos os acontecimentos 17b, minha primeira novel.
 Nem sei muito o que dizer sobre 17b porque ela é uma história sobre um pouco de tudo, relações, vida, magic, pessoas, existência e assim como dinossauro é reflexo de um período da minha vida. Muito do que coloquei ali foram coisas pelas quais eu estava passando.
 E essa hq sem dúvida é a minha melhor hq até o momento (não a favorita) (e sintam-se livres para descordar), mas novamente não é resultado de um ano de trabalho somente e sim a soma de todas as hq´s anteriores, horas de estudo, observação e vivência, sim, vivência. Não adianta só sentar a bunda na cadeira e desenhar, temos que nos relacionar, conhecer coisas, sair da bolha e viajar o mundo também. Porque além de saber contar histórias interessantes, temos que ter histórias interessantes pra contar.
 E que nesse arco 2018/2019 venham boas surpresas e mais evolução, não só para mim como para você que está lendo isso.


RG