quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Conheça nossa cozinha #21


- Olha só quem voltou! Tava sumidão heim...

- Tirei umas férias.

- Aí sim. Foi pra onde?

- Pro inferno.

- Ahhhh por isso que ta todo queimadinho...



 I am back!

 Mas aos pouquinhos.



 Sim meus amiguinhos imaginários eu voltei. Tive que ficar um tempo no mundo real por motivos de saúde e sem um computador para entrar na matrix.

 Mas agora cá estou.

 Sem novidades, sem surpresas e mais vivo que nunca pelo menos.

 Vamos ao que interessa.

 Uma dificuldade comum é encontrarmos temas para nossas histórias não é mesmo? Eu já falei que praticamente qualquer acontecimento rende história se essa for bem contada, pois bem como eu disse tive alguns problemas de saúde e o que ajudou a lidar com a situação foi que eu transformei parte do que eu passei em uma história em quadrinhos. Como na HQ/Filme American Splendor (Anti Herói Americano) em que o autor/protagonista enfrenta um câncer e a esposa dele sugere que ele transcreva a experiência para um quadrinho.

 Bom, câncer eu não tenho, tive, ou pretendo ter nunca hahahaha, mas inspirado nisso fiz uma história mista de real e imaginário onde o personagem tem uma suspeita de câncer e como ele lida com isso. E a forma de ele encontra é pensar que em vez de um tumor é um dinossauro que está habitando dentro da sua cabeça lhe causando incômodos e fazendo-o questionar algumas coisas na sua existência.

 E esse é foi um bom modo de quadrinizar um fato até comum em muitas hq´s e filmes.

 A experiência de finitude e noção de morte.

 Não é sempre que precisamos criar universos fantásticos ou mundos cheios de coisas como nos animes ou filmes blockbuster, as histórias estão sendo contadas o tempo todo. Até porque mesmo os universos fantásticos são calcados na nossa realidade, nas emoções humanas.

 Da fazer diferente, contar diferente e fazer do seu jeito. Não precisa seguir o estilo do fulaninho da marvet ou ciclaninho da jump.

 Por isso ao invés de contar só uma experiência de suspeita de câncer só com elementos do cotidiano eu resolvi colocar algo fantástico que é característico do meu estilo.

 Não que isso seja uma regra ou uma formula. Mas é um caminho a se pensar, dentre as milhões de possibilidades que existem dentro das histórias.

 Vai soar clichê, mas... Tem sempre tem alguém querendo ler a porra da história que você tem pra contar. Mesmo que seja você mesmo.



Até semana que vem.