quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Conheça nossa cozinha #27

 Vou vivendo nesse mundo, sendo escravo do meu quadrinho... Muito embora vagabundo...

 Dinheiro pra que dinheiro?

 Não me colocando aqui como um hippie natureba que convive em harmonia com a natureza e acredita que bem materiais não acrescem em nada em nossa jornada espiritual.
 Eu gosto de dinheiro como todo mundo.
 Ter dinheiro é sempre bom.
 Porém já diz o cartão de crédito:
 “Certas coisas o dinheiro não compra. E para todas as outras arrume um emprego.”
 Quando falo que faço quadrinhos a primeira pergunta (ou a segunda) é:
 Dá pra ganhar dinheiro com isso?
 Claro que dá. Ainda estou descobrindo como, mas sei que dá.
 Porém existem outras questões além do financeiro, como por exemplo, a satisfação pessoal.
 Não é de agora que eu não tenho um emprego formal para me pagar o salário fixo todos os meses, e graças ao bom Deus, um bom planejamento financeiro e aos meus familiares às contas estão sempre em dia...Vencendo tudo no dia 15...
 Eu realmente não me importaria de ter ficado mais alguns anos naquele trabalho (até me aposentar ou morrer), mas a o próprio fluxo da vida não me deixou acomodar com o burro amarrado ali e fui demitido há uns dois anos.
 E isso é bom?
 É.
 Não é fácil.
 Mas é bom.
 Por vezes a gente se prende a falsa sensação de segurança que a comodidade nos trás.
 Seja em um relacionamento, emprego ou qualquer outra situação.
 É mais fácil lidar com aquilo que a gente conhece do que com o desconhecido, mesmo sabendo que o desconhecido pode trazer coisas muito melhores do que a nossa zona de conforto.
 É natural ir pelo caminho mais seguro.
 Ir pelo vale em vez de ir pela montanha!
 Porém lá no frente um deslizamento de terra varre a montanha e você morre soterrado junto como o fulaninho que estava atravessando pela perigosa encosta da montanha.
 Pode parecer pessimismo, mas a verdade é que estamos carregando nossos próprios cadáveres o tempo todo desde que nascemos.
 Todo mundo vai morrer isso é fato.

 A questão não é pelo que você morre e sim pelo que você vive.