quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Conheça nossa cozinha #30

 Continuando...

 Passado alguns anos conheci através da peça de teatro Avenida Dropsie o nome Will Eisner.
 Nome que dispensa apresentações.
 Eu não sou do tipo que acredita em leituras essenciais como “leia watchman e depois venha falar de quadrinhos comigo”. Mas pra entender o processo Eisner é uma leitura essencial.
 Não digo todas as obras dele, mas um contrato com deus e nova york a vida na grande cidade são HQ´s criaram o termo graphic novel no mundo ocidental. Ambas resultado de anos de experiência desse autor nos quadrinhos. m do livro comics e arte seqüencial, que é o livro mais foda sobre teoria de quadrinhos que e já li (Chupa marvet way!).
- Ah mas Scoot McLoud é melhor!
 Concordo, McLoud é bom também, porém é só ver que os livros dele são dedicados ao próprio Eisner. Eu vejo desenhando quadrinhos como um Comics e arte seqüencial melhorado.
 Não tirando o mérito de nenhum dos dois. Ambos se complementam na minha opinião.
 Além de abordar assuntos cotidianos, Eisner é mestre em narrativa, composição, pantomia, etc, etc, etc.

 Seguindo a mesma linha temos os gêmeos Fabio Moon e Gabriel Bá.
 Em particular gosto da tira quase nada, que como eles dizem pode não ter piada, pode não ter sentido, pode não ter nada com nada e no final ainda sai algo bom em 90% das vezes.
 Não por isso, essa tira me influenciou por muito tempo.
 Além do “mesa para dois” e Daytripper, que são histórias maravilhosas.

 Vizinhos, do Laerte.
 Ta aí uma HQ que eu releio volta e meia, por inúmeras razões.
 De começo todos queremos ser o Alex Roos do desenho e o Eisner da narrativa. E só com o amadurecimento vamos vendo que as coisas não funcionam assim. No máximo vamos conseguir contar a história que a gente sabe contar com o traço que a gente sabe desenhar.
 Não foi exatamente essa HQ que me fez ver isso, mas me lembrou disso.
 Um traço simples, uma história simples, contada de forma interessante.
- AHHHH, mas é o Laerte!
 Hoje eu gosto do trampo do Laerte, porém quando comprei a Vizinhos eu detestava Laerte. Não sou da turminha do chicle com banana.
 Essa HQ me ganhou pela curiosidade e me fez querer conhecer mais do Laerte. Não que hoje eu ache tudo dele incrível, mas tem muita coisa legal. Muita mesmo.
 E a Vizinhos me recorda de quando comecei a adentrar o mundo dos quadrinhos, com meu primeiro mestre Jonas (minha primeira parceria nos quadrinhos). Sem o qual (assim como meu brother Johnny) este blog não estaria aqui hoje.
 Ele contava histórias que estavam muito acima da capacidade de traço dele, mas nem por isso ele deixava de faze-lo ou sentia menor por isso.
 Se ele podia melhorar? Certeza que sim. Mas o essencial ele tinha. Como um diamante bruto. Ele tinha algo de novo para mostrar. Ele trilhou outros caminhos, mas me ajudou muito a descobrir o meu. E por isso eu considero como minha influência número 1.
  
  Nesse meio tempo também li N outras coisas. Vi filmes e conheci muitas outras histórias, dentre as que acho que vale citar Black Lagoon, Paranóia Agent, Death Note, Ghibli, I kill Giants, C.R.A.Z.Y., Mary and Max, Quaisqualigundum. Dexter...

E pra fechar.

O que eu já citei aqui, mas não canso de falar é a série que até o momento está no primeiro lugar do meu top 10.



 Mistura duas coisas que eu prezo, cotidiano com absurdo.
 Sem mais.