domingo, 11 de dezembro de 2016

Conheça nossa cozinha #64 - Quem você é faz toda a diferença... E faz mesmo.

 Uma das bases para se ter uma carreira é ter habilidade.
 Já a outra é ter uma reputação ou boa aceitação do seu trabalho pelo publico, que é o que faz com que o seu trabalho seja algo vendável... Trocando em miúdos de galinha que valem mais do que de suínos: Você tem que ter moral na quebrada pra vender o bagulho.
 Uma anedota que prova isso é a história da nova roupa do rei, história em que um alfaiate que por um motivo qualquer fica sem tecido para costurar a nova roupa do rei e prestes a perder a vida como sua ultima e desesperada tentativa de sobreviver (e já ciente dos gostos excêntricos e da “esperteza” de sua majestade) vai até o rei mostrando uma roupa feita de um tecido incrível e único que só os inteligentes conseguem ver. O rei para não admitir que não era burro e não via coisa alguma cai no conto, bem como o resto do reino que não ousaria contrariar a palavra do soberano ou o pica das galáxias (nesse caso do reino) que é o rei e vão todos caindo no conto até que por fim uma criança em sua inocência e pureza contraria as regras morais de todos e fala com toda a sinceridade diante de todos e do rei vestido com seu novo traje:
 - O rei está nu!
 Essa é a versão que eu conheço a história muda de versão para versão, e a do Chapolim nunca terminou... Mas agora levando isso para o desenho, isso é algo realmente comum se pensarmos.
 Muitas vezes nos sentimos intimidados a dar nossa opinião sincera sobre um “mestre” ou “HQ” com medo de sofrer algum tipo de retaliação da comunidade porque certos títulos chegaram num ponto de nobreza que se tornaram tão intocáveis e só podem ser elogiados que parecem que nunca podem ter defeitos ou serem analisados de forma sincera.
 Como watchman, Sandman, piada mortal, dragon balls, Scott Mcloud, Eisner, e mais uns tantos por aí...
 Nós como fãs temos um apego emocional com a obra isso é fato, mas isso não deve nos cegar completamente só porque a história é escrita pelo fulaninho de tal.
 Não digo ter um pouco de “miopia consciente”, que é quando a gente ignora alguns acontecimentos conscientemente (ou as vezes até esquece mesmo) e se deixa ser enganado para se divertir mais com a história. Afinal não tem como você ou eu que tenho 30 assistir uma história para crianças de 8 a 10 anos e esperar um plot twist muito sinistro no meio da história. 
 Ou sair analisando tudo a torto e direito metendo o pau em tudo se achando o dono do mundo e das verdades absolutas sempre.
Tem que ter limites para as coisas também, convenhamos.
O problemas está nos extremos, como sempre.
Tipo quando você sabe que tem algo te incomodando ali naquela história, mas deixa seu ardor de fã falar mais alto e ignorar completamente o que tem errado ali, porque afinal caralho, como o “mestre” pode errar? E sim, ele errou.
 Tem coisa que escapa mesmo e vai escapar.
 E as vezes nem foi algo tão ruim assim, foi só um assunto que poderia ser mais trabalhado ou não merecia tanta atenção, ou foi até aquela cagada monstra de fazer a gente não entender a história...
 Ou em outros casos isso pode ser uma pegadinha de roteiro que você descobre depois e fica xingando com sorriso na cara.
 O que prova que o cara é um mestre contador de histórias habilidoso mesmo e que ele só te conduziu como um patinho até onde ele queria para você cair em uma armadilha do roteiro... Que foi o que eu disse lá em cima sobre ter habilidade.
 Não adianta só ter o nome fodão, tem que saber ser o fodão também.